sábado, 7 de dezembro de 2013

ÁUDIODESCRIÇÃO: O GIRASSOLZINHO

   A áudio descrição é uma solução de acessibilidade destinada a pessoas com deficiência visual, podendo ser realizada ao vivo ou gravada. Consiste em uma técnica de descrição de cenas, expressões, cenários, ou seja, todo o detalhamento fundamental para estabelecer a compreensão de programas de televisão, peças teatrais, filmes e eventos, os quais são inseridos mediante narração nos espaços ou intervalos entre os diálogos da obra.
   O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.
  A áudio descrição permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga.
   As descrições acontecem nos espaços entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante, de forma que a informação áudio descrita se harmoniza com os sons do filme
  Trazendo a mensagem do filme para a nossa realidade o educador precisa ser um grande observador para não se tornar um professor pobre de ideias e conhecimento s ou seja um caixa vazia. Devemos está atento ao receber um aluno com deficiência, tentar identificar quais são suas dificuldades e potencialidades para poder desenvolver um trabalho mais proveitoso na área da deficiência no momento, pois qualquer deslize ou falha de entendimento sobre a situação-problema podemos deixar nosso aluno em um mundo escuro sem poder proporcionar aos mesmos conhecimentos que sejam relevantes para o seu dia a dia. Também se sabe que antes de mais nada o educador deve ser uma pessoa mediadora de informações que estejam contextualizada de forma adequada para a clientela a ser atendida. Dependendo da deficiência que a criança apresenta temos que ter muito cuidado para não torná –los uma pessoa desmotivada como aconteceu com o girassol no filme, que durante a noite enquanto dormia caiu sobre o mesmo trazida pela brisa o que a deixou triste em um escuridão sem poder ver o brilho do sol. Diante da contextualização do filme é necessário compreendermos que pessoas com DV tem as mesmas habilidades e conhecimentos de uma pessoa não cega só que manifesta de forma mais lenta dentro de suas potencialidades. É importante salientar que na escola, alguns obstáculos podem dificultar o processo de aprendizagem dos alunos com deficiência visual: a dificuldade de aprendizagem de identificação; a concepção de que a deficiência ocasiona dificuldade de aprendizagem ; a falta de acesso ou adaptação de conteúdos escolares; a ausência de acessibilidade arquitetônica, nos materiais didático -pedagógicos e demais recursos de tecnologias; e o não reconhecimento das necessidades educacionais específicas e das potencialidades destes alunos.                                                           
  O filme tem o objetivo da acessibilidade aos meios audiovisuais a auxiliar o educador na sua prática e o despertar no aluno o interesse e a descobertas de conhecimentos.
   Convido a você para assistirem ao vídeo e deleitarem das informações belíssimas que aparecem nas entrelinhas da mensagem transmitida pelo o mesmo.
Referência:
.Coletânea UFC-MEC/2010:A Educaçaõ Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar.Fascículo 03:Os alunos com deficiência visual:baixa visão e cegueira.
 
 
 
 
 
 

 
 


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Aula Passeio com os alunos do AEE


Esta atividade foi realizada na turma de AEE de São Félix do Piauí com a professora Giumaura, e alguns dos seus alunos do turno da manhã.

Descrição da Atividade

A aula passeio é uma aula que extrapola o os muros da escola, e leva os alunos a compreender o meio em que vive.

Esta aula partiu do comentário de um aluno que têm 18 anos e sempre morou na cidade, e sempre gostava de olhar pela janela, e um dia a professora perguntou porque que ele gostava de está lá olhando, olhando e ele falou que nunca tinha visto o açude e estádio de futebol.

Esta resposta foi suficiente para a professora pensar e realizar uma aula-passeio com toda a turma, foram ao açude momento em que a professora trabalhou a questão da preservação do meio ambiente, uma vez que o açude está vetado para o uso humano devido a poluição causada pela própria sociedade local.

Após esta conversa caminharam brincaram tiraram fotos, os alunos eram os fotógrafos e ficaram muito felizes.

Também foram no Estádio de Futebol e traçou-se um diálogo sobre quem gostava de jogar bola, quem gosta de assistir aos jogos, colhemos azeitonas e foram visitar um aluno que não estava mais frequentando as aulas,( Maninho in-memorian) pois seu problema que era distrofia muscular degenerativa e já estava muito avançada.

Sugestão para sua Aplicabilidade

Esta atividade pode ser realizada por qualquer professor sendo de AEE ou regular, pois desperta o aluno a conhecer o mundo a sua volta com um novo olhar, observando as construções, o ambiente natural, perceber o que foi modificado pelo homem, comentando sobre as consequências dessas ações. A sua aplicabilidade depende muito do objetivo que se busca durante a sua realização.

Aspectos dos mecanismos de aprendizagem desenvolvidos a partir da utilização dessa atividade.

            Esta atividade desenvolve diversos aspectos dos mecanismos de aprendizagem, pois nela o aluno com DI se sente sujeito ativo; melhora sua autonomia; conheceu ambientes que nunca tinha visto antes; compreendeu sobre a importância de preservar o meio ambiente; divertiu-se com os colegas e professora; trabalhou-se o lado afetivo ao visitar o colega impossibilitado de ir a escola; trabalhou-se a memorização, pois ao chegar na escola foram socializar o que viram e aprenderam no passeio.

Intervenções o professor do AEE

O professor de AEE pode está trabalhando este tipo de atividade no intuito de levar o aluno a refletir sobre o ambiente em que vive; ampliar os laços afetivos entre os colegas; trabalhar a comunicação e memorização e melhorar o desenvolvimento comportamental, uma vez que ele sai do espaço da sala de aula e vai para a rua, é preciso que saiba como se comportar nestes ambientes.

O aluno com DI, muitas vezes é guardado pela família e ele acaba não vivenciando atividades simples, não conhecendo diversos ambientes do seu meio e que é de extrema importância para o desenvolvimento sócio-cognitivo e afetivo.

Fonte Direta: Professora do AEE da sala que realizou a atividade. Giumaura Oliveira de Moura

 







quinta-feira, 5 de setembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA-PRANCHA ALFABÉTICA

No processo de implementação da comunicação alternativa para uma pessoa com necessidades especiais não falante ou alguma dificuldade na fala é muito importante a colaboração da família e todos os profissionais envolvidos com ela.Deve ser levado em conta a rotina e vivenciadas da pessoa e procurar o modo mais favorável de comunicação dela facilitando sua inserção social.Ao introduzir um recurso,o professor precisa ter clareza do objetivo educacional que está sendo pretendido por meio daquela atividade.Não é o resultado da execução da tarefa que deve ser avaliado,mas se o recurso permitiu ao aluno participar da atividade e atingir o objetivo educacional pretendido por ela.Esse recurso,favorece para desevolvimento da construção do aprendizado para o aluno na sua aplicabilidade com êxito.Levando em consideração as dificuldades apresentada por esse público alvo,sempre com olhar voltado para suas potencialidades.


 
Descrição e explicação da imagem:Uma mão aponta para letras e números que estão em uma prancha alfabética.A soletração,por parte do aluno com deficiência,permitirá que outra pessoa produza a sua escrita.O apontamento poderá ser feito de forma direta(pela mão ou qualquer outra parte do corpo do aluno) ou de forma indireta ou seja,o parceiro vai apontando as letra,uma a uma,e um sinal(som ou movimento)feito pelo aluno com deficiência indicará a letra selecionada.


Bibliografia: Alunos com deficiências físicas

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

AEE-FECHAMENTO VALDENIR


 

Vale ressaltar que diante de leituras feitas e atividades realizadas,ao término dessa disciplina os questionamentos e reflexões expostas pelos grupos foram de suma importância para mim.Por que mesmo sem estar atuando em salas de SRM,pude compreender que o professor de AEE tem um papel importante no acompanhamento de crianças com necessidades especiais.Todo professor mesmo não participando de curso de formação tem alguma habilidade guardada dentro de si,somos pessoas que tens espiríto guerreiro e criativo .Deve também envolver todas as instâncias da escola como:professores,direção,equipe pedágogicas,família e alunos.É necessário que aconteça um trabalho colaborativo entre as pessoas que fazem á escola,portanto o educador de AEE deve estar atento para acompanhar á trajetória acadêmica de seus alunos,no ensino regular,para atuar com autonomia no ambiente escolar ou em outros lugares fora da escola,não se pode deixar passar despercebida que o professor de AEE e do ensino comum tem que haver  uma articulação e compreensão entre ambos.

É também função do professor de AEE observar e identificar a realidade do aluno sobre problemas e criar formas para atendimento personalizados de igual para igual envolvendo todos eles incluídos nesse processos de ajudá-los na superação de barreiras que impede-o,de se desenvolver plenamente.

Os estudos de casos discutido nessa disciplina leva nos a refletir e dialogar em como resolver situações propostas de questionamento relativo ao aluno de AEE.Sem esses estudo de caso com certeza sentiríamos dificuldade para elaborar o plano de AEE.Temos que saber pelo  menos o básico em como promover um ensino de qualidade junto a essa clientela.

 O plano do AEE contribui bastante para a aprendizagem e desenvolvimento da aluna nas salas de SRM.Esse plano resulta das escolhas do professor quanto a levantamentos de dados sobre recursos,equipamentos,apoios mais adequados para que possam eliminar as barreiras que impedem o aluno de ter acesso ao que lhe é ensinado na sua turma da escola comum,garantido-lhe á participação no processo escolar e na vida social em geral segundo suas capacidades.É importante salientar que AEE não se confunde com reforço escolar.

sábado, 3 de agosto de 2013

DF-CASO PABLO

GRUPO: “BORBOLETAS COLORIDAS



Participantes:

Giumaura Oliveira de Moura

Raimunda Nonata do Nascimento

Valdenir Da Costa Lima De Abreu





ESTUDO DE CASO



CASO DE PABLO



“O verdadeiro papel da escola é ensinar a voar, não cortar as asas.” ( Dimenstein)



Etapa 1 - Apresentação do problema



Pablo apresenta deficiência física, pois nasceu com paralisia cerebral provavelmente originado durante o parto, ou problemas congênitos. Ele tem 14 anos e nunca frequentou a escola regular, porque não encontrou ainda uma escola verdadeiramente inclusiva que o acolha como rege a Constituição Federal de 1988 que garante uma “Educação para todos”. O Pablo necessita de um cuidador na sala de aula. Pablo mora com o pai e a mãe em uma casa simples, pois faz parte de uma família de baixa renda. O pai é lavrador e trabalha às vezes como ajudante de pedreiro. Ele se encontra em estágio inicial (nível pré-silábico, ou seja nas garatujas) do desenvolvimento da linguagem escrita. Nas atividades de leitura ele tem dificuldade na fala, ele balbucia alguns sons, que sua mãe, que é extremamente dedicada a ele, entende quase tudo que ele se propõe a falar. Ele tem um grande interesse pela linguagem e gosta muito de realizar atividades escrita e oral. Ele é muito curioso e inteligente é como se ele tivesse uma mente que não cabe dentro do corpo.

Pablo fez durante muito tempo acompanhamento no CIES e no CEIR e embora não tenha acompanhado de perto este tratamento percebe-se o quanto foi importante para o desenvolvimento psíquico, social, motor e afetivo. Hoje ele consegue dar três passadas sozinho, tem muita concentração no que vai fazer. Ele gosta muito de pintar, gosta de jogos de montar e de empilhar, que embora tenha dificuldade realiza a atividade até o fim.

Do ponto de vista motor, ele apresenta muita dificuldade em sua marcha e, ao andar, consegue flexionar os joelhos, mas não tem firmeza para carregar o corpo. Não tem motricidade grossa, apresenta grande dificuldade gráfica no traçado das letras e no desenho. Na escrita só consegue fazer garatujas e com ajuda de outros.

Pablo apresenta uma linguagem oral quase imperceptível para quem não convive diariamente com ele. Ele se relaciona bem com as pessoas, gosta de sorrir e conversar. Adora quando lhe dão atenção exclusiva, talvez por necessitar que olhem para ele para que entendam a sua linguagem própria.





Etapa 2 - Esclarecimento do problema

Para estudar o caso de Pablo é preciso que o professor do AEE percorra alguns caminhos na busca da identificação do problema, na busca de melhor atendê-lo e ajudá-lo a superar suas dificuldades, não querendo dizer que iremos conseguir superar todas elas da forma que desejamos, mas certamente se ele tiver uma educação de qualidade irá surpreender muitas pessoas que ainda acreditam que deficiência é doença e não uma condição diferente de viver. Para se obter resposta é preciso investigar partindo da própria família, uma vez que ele nunca estudou na sala regular de ensino. Contudo há dois anos frequenta a Sala de Recursos Multifuncional – AEE. Dessa forma pode conversar também com o grupo gestor da escola no intuito de compreender os aspectos que Pablo apresenta e a partir dessa investigação identificar quais são as fraquezas e as habilidades, para assim, traçar um projeto na busca de melhoria no ensino aprendizagem desse aluno.



É indispensável, antes de planejar um projeto para Pablo esclarecer alguns aspectos de estrema importância para que este seja feito de forma significativa para o desenvolvimento da aprendizagem dele:

• O que Pablo traz das suas experiências de vida?

• Qual é o grau de sua dificuldade motora?

• Será necessário o uso de instrumentos ou recursos para auxiliá-lo na sua expressão gráfica?

• Como ele interage na sala de aula com os colegas e professores?

• É necessário parceria de um neurologista, e um fisioterapeuta?

• Pablo tem acompanhamento médico especialista?

• Que recursos podem ser usados na prática pedagógica para melhorar a concentração e expressão oral e gráfica?

• Como ele representa a língua escrita em sua palavras escritas que para nós ainda não apresenta muito significado, mas certamente para ele tem um significado específico, ou não?

• Quais atividades o deixam mais satisfeito e empolgado?

• A escola dispõe de metodologias que abarcam os interesses dele?

• Que recursos podem ser adquiridos ou construídos para ampliar a aprendizagem de Pablo?

• Como fazer para atender o Pablo na sala regular de ensino como garante a Lei? É necessário articular com ministério público ou o poder público municipal está disposto a atendê-lo adequadamente?



Na busca de saciar nossas angustias e questionamentos, a professora foi dialogar com os segmentos que estão em contato direto com Roberto que são: o grupo gestor da escola em que frequenta o AEE e a família.



Encontro com o grupo gestor



Segundo o grupo gestor Pablo vem à escola desde 2011, mas falta muito, pois não tem transporte escolar adaptado e quem o traz de motocicleta é o pai, assim quando ele está trabalhando ele não tem como ele vir. Ele é um garoto muito simpático e alegre percebe-se que ele se sente muito feliz ao chegar na escola, e gosta de participar de todas as atividades propostas mesmo aquelas que lhe oferece maior dificuldades em participar. É como se para ele nada fosse impossível. Nas festividades escolares gosta muito de dançar. Ele se relaciona muito bem com todas as crianças e embora, seja uma escola que só estuda crianças, eles interagem muito bem. É necessário, segundo o grupo gestor, que o gestor municipal providencie um cuidador para que Pablo possa ser bem atendido adequadamente na sala regular, uma vez que ele não fala, não anda e gosta de muita atenção.





Encontro com a família



A professora do AEE realizou uma entrevista com a mãe de Pablo e descobriu que ele nasceu de parto normal e que desde a hora do nascimento ele chorava muito, os médicos porém nada fizeram e m casa continuou com o mesmo problema do choro, como não tinha condições de ir a Teresina procurou uma resadeira e passou vários dias neste processo.

Pablo nunca teve um desenvolvimento normal, nunca caminhou nunca falou e com o passar dos meses percebeu-se que ele tinha realmente um problema grave.

Depois de muito tempo aos 8 anos de idade sua mãe o levou para São Paulo para a casa de uma irmã onde começou o tratamento com um especialista, o medico pediu que ela passasse um ano, mas ela só ficou seis meses. Depois de algum tempo começou o tratamento no CEIR e CEID que também contribuiu muito para o desenvolvimento de Pablo. O tratamento já encerrou.

Segundo a mãe nunca se separaram por nem um dia, ele é muito apegado a ela, gosta de assistir televisão até tarde, adora ir festas, dançar, ouvir música e fazer amizade. A mãe às vezes se preocupa com esta ligação tão forte, pois tem medo de isso prejudicá-lo se um dia tiver que se separar por algum motivo superior.

Pablo, segundo a mãe, é muito curioso e inteligente seu sonho é estudar na escola regular, gosta de fazer as atividades de casa que a professora da sala de recursos passa para ele, já que não frequenta ainda a sala regular. “ a professora está lutando pela inclusão dele na sala regular”.

O pai de Pablo ajuda, mas tem que trabalhar, gosta de uma bebidinha e pescar e por isso muitas vezes os dois ficam sós. Pablo adora o pai.

Segundo a mãe,às vezes ele fica valente quando ela não dar o que ele pede, e, às vezes, a machuca.





Avaliações na sala de recursos multifuncionais





A professora do AEE avaliou as concepções de Pablo sobre leitura e escrita, sua habilidade psicomotora, desenvolvimento da oralidade e afetividade.

A avaliação da escrita revelou que Pablo encontrava-se no nível pré-silábico com apenas garatujas e ainda com muita dificuldade, já que ele não possui ainda coordenação motora grossa.

A leitura de Pablo acontece com gestos positivos ou negativos feitos com a cabeça e com balbucio, o “nãââo...” e “ééé...” “Tiiiiiiiia..”

Trabalham com jogos de memória (é o preferido de Pablo), simulação de supermercado, para tentar fazê-lo reconhecer nossa moeda, pintura com os dedos, ábaco,jogos de empilhar objetos, atividades no computador, dança, alfabeto móvel.

Na avaliação do desenvolvimento da leitura visual Pablo consegue sequenciar uma história considerando as imagens. Em situações de leitura percebe-se que ele reconhece a primeira letra do seu nome e algumas letras do alfabeto, reconhece as cores e já conta até dez usando recursos para identificar esta leitura. Para avaliar sua motricidade, a professora do AEE propôs atividades de desenho e de produção de escrita espontânea. Roberto não possui motricidade grossa, é necessário muitas tecnologias assistivas para melhorar o seu desempenho, como engrossador de lápis feito de EVA, entre outro que o próprio professor vai criando em sala de aula.

Pablo fica muito zangado quando interpela alguém e não lhe dá atenção e resposta rapidamente.

A memória de Pablo guarda um repertório organizado de ideias e se lembra muitas coisas que se ensina, ou seja, sua memória é de longo prazo.

Etapa 3 - Identificação da natureza do problema

Após a coleta de todas as informações, com base no acompanhamento da professora do AEE identifica-se que a situação do aluno e do ambiente com o qual ele interage, percebe-se que a mãe é maravilhosa e faz tudo que está ao seu alcance para que o filho tenha uma vida melhor, já a escola regular não quer incluí-lo realmente, existe apenas uma camuflagem de inclusão, pois ao receber este aluno só vai para o AEE e não está na sala regular, já está tratando-o de forma preconceituosa e exclusiva.

Este procedimento permitiu-nos constatar que Pablo não tem problemas relacionados ao seu desenvolvimento intelectual, mas apresenta muitas dificuldades motoras e na linguagem e assim é tratado com indiferença na escola. No entanto, gosta de participar de atividades lúdicas principalmente jogos de memória, atividades de pintura e de empilhar.

Pablo não apresenta problemas afetivos com o meio em que vive, mas é sincero e gosta de escolher seus educadores, quando começa fazer uma atividade quer ir até o fim mesmo que seja chamado para o lanhe.

Um outro fator que pode contribuir para o não desenvolvimento de Pablo é que ele nunca foi para a escola regular e assim tem prejudicado muito o seu desenvolvimento psíquico-sócio-motor, e sem o cuidador acompanhando na sala, será mais uma vez uma forma de exclusão, pois o professor não tem como acompanhar passo a passo suas ações diárias que por si só já são difíceis de conseguir êxito. É preciso ressaltar ainda que a Lei Magna da educação brasileira garante este acesso, permanência e sucesso na escola a todas as pessoas respeitando a especificidade de cada aluno.

A avaliação dos conceitos matemáticos revelou que ele apresenta um bom desenvolvimento como citei antes. Ele está no início da construção da ideia de número e de associação.

Em sala de aula, Pablo demonstra atitude de dependência da ajuda externa para resolver o que lhe é proposto como atividade, e como só estuda no AEE, tem esta ajuda sempre que necessita.

Percebemos também a partir desta pesquisa que os professores não perceberam que ele é um aluno como todo aluno, pois todos somos iguais nas nossas diferenças e que ele precisa urgentemente garantir este lugar na sala de aula e consequentemente nas atividades curriculares.

A saúde de Pablo é fragilizada, está sempre gripando e este é um outro fator que atrapalha o seu desempenho.



Etapa 4 - Resolução do problema



É possível supor que a natureza do problema de Pablo é de ordem motora, causada pela a própria deficiência.

A evolução conceitual do aluno interfere na interpretação que ele faz da língua escrita e leitura visual e gestual.

A partir das informações coletadas percebe-se uma necessidade urgente nas práticas pedagógicas na sala de aula e é preciso antes de tudo que os professores acreditem que ele pode se desenvolver e superar seus obstáculos e para isso é preciso que a sala regular e sala de AEE desenvolvam atividades juntas, nessa busca constante de superação, pois toda criança é capaz, contudo, é preciso entender que cada uma tem seu tempo.

Para esta parceria entre sala de AEE e sala regular poderemos sugerir algumas atividades, só para iniciarmos este processo, pois no decorrer da experiência muitas ideias vão surgindo:

• Mensalmente devem se encontrar para elaborar e reelaborar as atividades que pretendem realizar na sala de aula;

• Seria muito bom também desenvolver um projeto de jogos lúdicos em que toda semana troca as equipes para que todos trabalhem com todos, desenvolvendo o entendimento que o importante é participar;

• Brincadeiras como bola ajuda muito na coordenação motora, e o engrossador lápis é bastante útil para desenvolver a motricidade fina;

• Simulação da vida do cotidiano como preparação de alimentos e já aproveita para produzir um texto, oral ou escrito, realizar cálculos matemáticos entre outras disciplinas que podem estar sendo trabalhada nesta atividade;

• Outra atividade que é muito boa é a simulação do supermercado em que além de trabalhar as cédulas da nossa moeda pode também trabalhar a leitura e produção textual e reconhecimento das letras iniciais dos produtos. Trabalhar frutas mostrando a sua importância para a saúde, etc.

• É preciso interpelar com Pablo nas aulas teóricas para que ele se sinta parte do processo do ensino aprendizagem, mesmo que a professora de início não consiga compreender o que ele fala.

• As aulas da sala de recursos podem está desenvolvendo projeto que envolva toda a escola;

São muitas as ideias e com o tempo outras e outras atividades vão surgindo para ampliar o repertório de Pablo.

Bibliografia

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

EAD pesquisa sobre AEE

                   Educação Especial
Convido você para fazer uma leitura prazerosa no site pesquisado sobre o tema acima,onde podemos encontrar muitas informações necessária para o conhecimento do educador.
A Educacão Especial é o ramo da educação que se ocupa do atendimento e da educação de pessoas com deficiência em intituições especializadas.No brasil,muitas são as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com necessidades especiais,dificuldades de acessibilidade e falta de tecnológia assitiva,principalmente nas escolas que estão realizando a inclusão de alunos com defiência regular.
Ser criança especial é ser uma criança diferente,e essa diferença está também no professor atuante na área ou seja fazer e ser diferente.Segundo Reuven Feuerstein um mediador é uma pessoa que trabalha interagindo com aprediz estimulando suas funções cognitivas,organizando o pensamento e melhorando processos de  apredizagem.Para que possamos entender as diferenças de crianças especiais temos que ir em busca de novos conhecimentos e inserir no nosso cotidiano.
Quem quizer saber visite o site ondea pesquisa que está nesse endereço.

Rafinha 2.0

O video assistido nos passa uma mensagem do mundo da globalização em que deve haver conteúdo,colaboração e participação de todos.Podemos perceber também que Rafinha não é diferente dos jovens de hoje,ele é um grande navegador da internet,utilizando os mas variados recursos tecnológicos.
O mundo digitalizado para Rafinha é muito natural que faz parte da inovação e modelos como pontos colaborativos e reflexivos diante de situações observadas e vividas no mundo virtual.

DESAFIOS DE SER ALUNA DE CURSO A DISTÂNCIA EM BUSCA DE NOVOS CONHECIMENTOS

Valdenir da Costa Lima de Abreu
                                
Monsenhor-Gil,Pi
04|05|2013
Eu Valdenir, mora na cidade de Monsenhor Gil-PI, que fica a 56 km de Teresina.Trabalho com alunos de educação Infantil e ensino Fundamental menor do 6º ao 9º ano, tento desenvolver um trabalho eficaz com muita dedicação e carinho.Ao ser convidada para participar desse curso de formação a distância fiquei alegre e ao mesmo tempo ansiosa pois, estudar por internet requer do aluno um esforço muito maior devido ao tempo.Por que estamos em sala de aula diariamente, teremos que consolidar trabalho, estudo e lazer.
As minhas estratégias com relação ao curso, espero adquirir conhecimento mais amplo para enriquecer a minha prática pedagógica e também poder está contribuindo de alguma forma na equipe escolar das escolas que trabalho.Sei que vou sentir um pouco de dificuldade no início dessa formação continuada,mas tenho a convicção de que com o passar do tempo, vou me sair muito bem.
Ainda não trabalho com o AEE, mas só de ouvir no primeiro encontro presencial, tantas falas apaixonantes sobre esse grupo de crianças, me sinto como já estivesse trabalhando com elas.Espero que no percurso dessa especialização a distância eu possa absorver informações inovadoras para o meu cotidiano e no futuro poder repassar para as crianças com dificuldades especiais do meu município.