terça-feira, 1 de julho de 2014

PARA REFLETIR


Texto “O modelo dos modelos” de Italo Calvino e a sua relação com o AEE.

Por que olhar por partes, sem antes compreender o todo? Porque enxergar a deficiência, antes mesmo de saber mais sobre aqueles que não andam, não enxergam ou não ouvem? Porque apontar o que o outro não pode fazer, antes de perguntar o que ele tem a oferecer?

Participar de formação como esta, oferecida pela UFC sempre oportuniza a adquirirmos novos conhecimentos para compreendermos e entendermos melhor nossos alunos e assim poder ter um olhar diferenciado sobre cada especificidade apresentada por eles. Os textos lidos nos remete a fazemos reflexões levando em consideração as idéias que os grandes defensores defendem sobre cada dificuldade que o aluno apresenta.
O AEE busca atender o aluno em suas especialidades atentando para as suas potencialidades e barreiras que encontra no ambiente escolar e social, sem objetivar e homogeinização deste aluno e que suas diferenças sejam valorizadas.

O AEE, um serviço da Educação Especial, prescrito pela Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva / 2008. A compreensão acerca dos princípios do AEE contribuirá para sua efetivação nas escolas, razões pelas quais constitui um grande passo no sentido de assegurar o direito às diferenças nas escolas para todos.

A inclusão rompe com os paradigmas que sustentam o conservadorismo das escolas,contestando os sistemas educacionais em seus fundamentos. Ela questiona a fixação de modelos ideais, a normalização de perfis específicos de alunos e a seleção dos eleitos para freqüentar as escolas, produzindo, com isso, identidades e diferenças, inserção e/ou exclusão.É em virtude de querer transformar,que nós educadores fazemos acontecer mesmo quando nos vemos em condições desfavoráveis,temos o ato de educar como um oficio e a plena consciência de que não podemos nos deixar abater pelas dificuldades,pois temos conosco a ferramenta maior para a verdadeira liberdade,a educação.
O AEE cumpre a função de  conscientizar os gestores e educadores no sentido de mudar  de suas memórias o ‘modelo dos modelos’ de  Palomar, não olhando a deficiência em si e dificuldades e sim nas potencialidades que cada aluno trás o consigo e nas mais diversas formas de aprender, sem seguir padrões pré-determinados, pois cada aluno é único, demonstra realidades diferentes  que devem ser respeitadas levando em consideração suas individualidades..   
O entrelaçamento dos serviços de Educação Especial, entre os quais o Atendimento Educacional Especializado, conjuga igualdade e diferenças como valores indissociáveis e como condição de acolher a todos nas escolas. As ações para consolidação do AEE exigem firmeza e envolvimento de todos os que estão se empenhando para que as escolas se tornem ambientes educacionais plenamente inclusivos.
Nessa caminhada em favor de uma escola para todos, a educação especial brasileira tem tomado decisões e iniciativas que surpreendem pela ousadia de suas propostas e coerência de seus posicionamentos com o que nossa Constituição de 1988 prescreve como direito à educação.
A possibilidade de inventar o cotidiano (CERTEAU, 1994) tem sido a saída adotada
pelos que colocam sua capacidade criadora para inovar, romper velhos acordos, resistências e lugares eternizados na educação. É a determinação e um forte compromisso com a melhoria da qualidade da educação brasileira que está subjacente a todas essas mudanças que estão propostas pela Política atual da Educação Especial.
Diante  de toda as reflexões o professor é um ser transformador de opiniões e por isso deve ter uma visão que o mesmo é um eterno pesquisador, incentivador,tem o dom de construir e desconstruir em prol de novas descobertas e construções cada vez mais atualizadas com a realidade, sempre em sintonia com o sujeito e o conhecimento.

Referência  Bibliográfica:

Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva/ Edilene Aparecida Ropoli. [et.al.]. - Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial ; [Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 1. (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar)










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